3 motivos que fizeram o financiamento imobiliário crescer 60% em 2020

O crédito para aquisição de imóveis subiu 60% em 2020 ante 2019. O montante foi o maior já registrado pelo setor depois do ‘boom imobiliário’ de 2014.

Dos R$ 93,9 bilhões totais, 70,8% foram para a compra de residências usadas, enquanto que os quase 30% restantes foram utilizados para a aquisição de novas unidades.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e que consideram apenas os financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança.

Juros, demanda e oferta motivam os números recordes

A taxa Selic alcançando a casa de 2% em 2020, regulamentou os outros juros do mercado. Por motivo de comparação, em 2016, a Selic alcançou 14,5%. Entre eles, as taxas para financiamento imobiliário. No ano passado, alguns bancos chegaram a oferecer taxas de 6,99% ao ano, sendo um ótimo momento para investir na compra de um imóvel.

Outro fator que colaborou com os números recordes apresentados pelo levantamento da Abecip foi a alta demanda dos brasileiros que se viram obrigados a trabalharem em home office durante a pandemia e, buscando mais conforto ou melhor localização, se motivaram a comprar um novo imóvel.

A oferta de construtoras e incorporadoras que estavam com unidades em estoque também colaborou com este movimento do mercado, incentivando, inclusive, as empresas a lançarem novos projetos.

De acordo com a Abrainc, entidade que representa as incorporadoras, 97% dos empresários mostram intenção de realizar lançamentos em 2021 e 92% pretendem comprar terrenos, apontando um volume maior de lançamentos este ano.

Especialistas de mercado, como representantes da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic, ao apresentar a projeção de crescimento de 4% do PIB da construção civil em 2021 apostam em um ano otimista, mas conservador. Mesmo porque precisam levar em consideração a velocidade da recuperação do emprego e da renda dos brasileiros.

Selic sofreu reajuste em março

Na última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central -, realizada nos dias 16 e 17 de março, a taxa Selic foi reajustada para 2,75%. Especialistas estavam esperando incremento de apenas 0,25% e, por isso, a expectativa do mercado para a taxa básica de juros do Brasil no fim de 2021 subiu de 3,75% para 4%.

Mesmo assim, é ainda o melhor momento para financiar um imóvel, aliás, desde 2013. Os juros de financiamento se mantendo na faixa dos 6,9% com a Selic na casa do 2% ou 3% – para alguns economistas, mesmo chegando em até 4% – ainda são fatores que apontam que ainda é um bom momento para investir.

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